Caso de assassino apresentador de TV do Brasil vira série na Netflix

Netflix já lançou alguns documentários sobre assassinos nos últimos anos e a mais nova obra com essa temática a chegar à plataforma de streaming é sobre o infame caso de um apresentador de TV brasileiro. Bandidos na TV explora o caso de Wallace Souza – veja o trailer abaixo.

Para quem não sabe, Souza era apresentador do programa Canal Livre, do canal TV Rio Negro (atual Band Amazonas), de Manaus, que começou a cometer assassinatos para aumentar a audiência do programa.

O programa foi um grande sucesso, mas foi mergulhado em controvérsia quando um dos guarda-costas de Souza alegou que o apresentador só conseguia chegar primeiro à cena do crime porque ele próprio era responsável pelos assassinatos.

Em 2009, o apresentador, que ingressou na política, foi acusado de inúmeros crimes, incluindo assassinato e tráfico de drogas. No entanto, ele acabou escapando da polícia e desapareceu.

Eventualmente, Wallace Souza se entregou para a polícia e morreu de ataque cardíaco no ano seguinte.

Extraindo a verdade

A série documental da Netflix é dirigida por Daniel Bogado, que já queria fazer a obra há anos.

“Eu fiquei sabendo da história de Wallace Souza ao mesmo tempo que todo o resto – em agosto de 2009”, disse Bogado em entrevista ao Broadcast Now.

“Por alguns dias, o mundo ficou indignado com a estranha história de um apresentador de televisão brasileiro que estava ordenando o assassinato de criminosos, então enviando equipes para filmá-los a fim de aumentar a audiência de seu programa. Eu escrevi isso em minha lista de ideias, mas achei que alguém acabaria fazendo um filme sobre isso antes de eu ter a chance de fazer”, continuou o diretor.

Bogado ainda acrescentou que “inúmeras pessoas – muitas das quais trabalharam com a polícia – foram supostamente mortas pelo grupo criminoso de Souza. Por isso as pessoas tinham, e ainda tem, medo de falar. Mas o fato delas permanecerem assustadas, anos depois do fim do caso, foi encorajador: ainda tinha mais nessa história?”.

Fonte: Observatório do Cinema

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